Fadiga Discos
Traduzindo a estética dos anos 70 sem virar caricatura

A década de 1970 tem uma cara. Quem viveu, reconhece. Quem não viveu, reconhece também: as cores saturadas, a tipografia distorcida, os posters de show que mais pareciam viagens. Essa estética não surgiu do nada. Foi construída por artistas que transformaram a divulgação de shows em arte. A Fadiga Discos nasceu dessa nostalgia. Quando Renan e Ícaro me chamaram para criar a identidade, a referência era clara: queriam que a marca conversasse com esse universo. O desafio era traduzir essa estética sem virar clichê.
A década de 1970 tem uma cara. Quem viveu, reconhece. Quem não viveu, reconhece também: as cores saturadas, a tipografia distorcida, os posters de show que mais pareciam viagens. Essa estética não surgiu do nada. Foi construída por artistas que transformaram a divulgação de shows em arte. A Fadiga Discos nasceu dessa nostalgia. Quando Renan e Ícaro me chamaram para criar a identidade, a referência era clara: queriam que a marca conversasse com esse universo. O desafio era traduzir essa estética sem virar clichê.
CRÉDITOS
Renan Accioly - Cofundador da Fadiga Discos
Ícaro Soares - Cofundador da Fadiga Discos
Paulo Ulacia - Ilustração da logo original


A década de 1970 tem uma cara. Quem viveu, reconhece. Quem não viveu, reconhece também: as cores saturadas, a tipografia distorcida, os posters de show que mais pareciam viagens. Essa estética não surgiu do nada. Foi construída por artistas que transformaram a divulgação de shows em arte. A Fadiga Discos nasceu dessa nostalgia. Quando Renan e Ícaro me chamaram para criar a identidade, a referência era clara: queriam que a marca conversasse com esse universo. O desafio era traduzir essa estética sem virar clichê.
A Fadiga nasceu de dois colecionadores de vinil: Renan, de Goiânia, e Ícaro, de Brasília. O gosto em comum virou negócio. Quando me procuraram, já tinham uma ilustração que usavam como logo. Fui chamado só pra vetorizar a arte, mas ali tinha potencial para mais. Sugeri criar a identidade completa.
A referência principal foi Victor Moscoso. Seus posters definiram a cara da psicodelia nos anos 70: cores que vibram, tipografia orgânica, composições que parecem se mover. Era isso que Renan e Ícaro queriam pra Fadiga.
O ponto de partida já existia: uma ilustração do Paulo Ulacia que eles estavam usando como logo. Um desenho complexo, com tipografia em formato circular. Meu trabalho foi desconstruir essa ilustração e transformar em sistema. Cada elemento foi avaliado: o que funcionava isolado virou símbolo secundário pra situações onde a logo completa não caberia.
O único desafio real foi a versão horizontal. “Fadiga Discos” estava escrito em formato de círculo e precisei redesenhar as letras pra funcionar em linha reta. O resto fluiu: a própria ilustração já carregava a essência da marca. Só precisei amplificar ao máximo as cores vibrantes e o efeito de serigrafia que remete à impressão artesanal da época.
Quando apresentei o sistema, Renan e Ícaro gostaram na hora. Acharam que tinha a cara da marca. Mas o teste real veio depois, no uso do dia a dia. Capas de disco já são arte e a identidade da Fadiga foi planejada pra não competir com elas, mas conviver, o que deu super certo. Os símbolos extraídos da ilustração funcionam em qualquer tamanho. As cores vibrantes conversam com qualquer LP. E o efeito de serigrafia amarra tudo na mesma época. Era exatamente o que uma loja de vinil precisava.
Obrigado ao Renan e ao Ícaro pela confiança. O que começou como um pedido de vetorização virou um dos projetos mais divertidos que já fiz. E obrigado ao Paulo Ulacia pela ilustração original. Sem ela, nada disso existiria.
MODALIDADE
Atualização
CRÉDITOS
Renan Accioly - Cofundador da Fadiga Discos
Ícaro Soares - Cofundador da Fadiga Discos
Paulo Ulacia - Ilustração da logo original

























