Müquifü Cultural
Uma identidade que começa com a pergunta: o que a gente já tem?

Tem um jeito de construir que não começa com uma lista de compras. Começa com uma pergunta: o que a gente já tem? A Müquifü nasceu assim, numa casa da Rua 8, no Centro de Goiânia. O espaço foi reformado com materiais reaproveitados, trabalho de amigos e o que conseguiram arranjar. A ideia era criar um espaço colaborativo integrado com um ateliê de arte. Quando me chamaram para criar a identidade visual, podia ter ignorado esse contexto e começado do zero. Mas se o espaço inteiro estava sendo construído com o que já existia, por que o design seria diferente?
Tem um jeito de construir que não começa com uma lista de compras. Começa com uma pergunta: o que a gente já tem? A Müquifü nasceu assim, numa casa da Rua 8, no Centro de Goiânia. O espaço foi reformado com materiais reaproveitados, trabalho de amigos e o que conseguiram arranjar. A ideia era criar um espaço colaborativo integrado com um ateliê de arte. Quando me chamaram para criar a identidade visual, podia ter ignorado esse contexto e começado do zero. Mas se o espaço inteiro estava sendo construído com o que já existia, por que o design seria diferente?
CRÉDITOS
Renan Accioly - Cofundador da Müquifü Cultural
Bacural - Cofundador da Müquifü Cultural
Toda equipe e integrantes da Müquifü Cultural


Tem um jeito de construir que não começa com uma lista de compras. Começa com uma pergunta: o que a gente já tem? A Müquifü nasceu assim, numa casa da Rua 8, no Centro de Goiânia. O espaço foi reformado com materiais reaproveitados, trabalho de amigos e o que conseguiram arranjar. A ideia era criar um espaço colaborativo integrado com um ateliê de arte. Quando me chamaram para criar a identidade visual, podia ter ignorado esse contexto e começado do zero. Mas se o espaço inteiro estava sendo construído com o que já existia, por que o design seria diferente?
Na mesma época em que na Rua 8 estavam surgindo lugares ligados à cena alternativa de Goiânia, Renan e Bacural começavam a reforma junto com a comunidade de artistas que ocupariam a Müquifü. O nome diz muito: Müquifü. Uma ironia proposital. O termo pejorativo virou declaração de intenções. O Centro, que muita gente tinha abandonado, estava sendo redescoberto por quem queria fazer diferente.
A única restrição que me deram foi incorporar o verde e o cinza das paredes. Eram as tintas que tinham conseguido arranjar. Pensei na hora: se estamos reaproveitando o espaço, reaproveitando as tintas, por que não reaproveitar tudo? Decidi usar o máximo do ambiente como elementos gráficos. Os padrões da porta de metal da entrada viraram textura. Os desenhos dos vidros das janelas viraram grafismos.
Para a logo, a ideia veio do próprio Centro. Quis comprar um estêncil numa dessas lojas de R$1,99 e transformar em marca. Estêncil é um objeto feito pra ser reutilizado, fazia sentido. E tinha precedente: em Veneza, os nizioleti são placas de sinalização pintadas com estêncil nas paredes desde o século XIII. No final, desenhamos nosso próprio estêncil baseado em letras com traços pesados. Quando mostrei pro time, acharam que o M era inspirado na logo da Motown Records. Não era intencional, mas fazia sentido com o projeto. Gostaram das referências planejadas e das acidentais.
No final, a identidade seguiu a mesma lógica da reforma: construída com o que já existia, sem desperdício. A logo de estêncil, os padrões reciclados, a paleta que veio das paredes. Tudo conectado ao espaço físico. O sistema visual não decora o espaço, faz parte dele. Quando alguém vê um post da Müquifü no Instagram, está vendo pedaços da própria casa.
Esse projeto foi coletivo do início ao fim. Obrigado ao Renan, ao Bacural e a toda a equipe e residentes da Müquifü. Criar uma identidade junto com quem vai usá-la todo dia é o melhor jeito de garantir que ela faça sentido.
MODALIDADE
Criação
CRÉDITOS
Renan Accioly - Cofundador da Müquifü Cultural
Bacural - Cofundador da Müquifü Cultural
Toda equipe e integrantes da Müquifü Cultural































